Chega
a adolescência...
Os conflitos são normais
Como entende
a menina que completando dez anos de idade deixa suas Barbies, suas amigas de
menor idade e brincadeiras de casinha que tanto a atraíam? O pai um dia
entra em seu quarto e depara com a parede forrada de posters dos astros da música.
Não quer mais saber da Xuxa.
O menino de onze muda de interesses e brincadeiras.
Recusa-se a ser levado à escola pela mãe ou fica bronqueado que
esta a busque. Diz que sabe se defender e que prefere estar com os amigos do
que em casa.
Em
ambos os casos, por volta dos dez, doze anos, acontecem profundas mudanças
na intimidade física e psíquica da menina e do menino, transformando-os
em rapaz e moça, adolescentes. É a programação da
natureza, inexorável. A puberdade, o conjunto das transformações
endócrinas, acelera alguns processos adormecidos. O corpo cresce e os
caracteres sexuais secundários se manifestam. É o tempo da metamorfose
da criança, de sexualidade quase angelical, para uma exuberância
e afirmação claramente sexuais- masculina e feminina. Os pais
se descobrem surpresos com o novo status psicobiológico dos filhos que
agora são como eles, portadores do fogo e da água da vida. Fluxo
menstrual e ejaculação passam a integrar o cotidiano dos jovens
(e das roupas). E novos poderes de articular a vida social aparecem. Não
aceitam tutelas e querem independência, questionando valores. O espelho
passa a ser uma atração e uma ameaça.
Quem sou eu agora?
Problemas
na tribo:
Aprender sempre
Os
"outros" sempre estão na nossa vida. Presenças reais
ou fantasiadas. O outro, seja o pai, mãe, professora, colega, alguém
da turma, são desafios constantes. São aliados numa hora e competidores
noutra, nas diferentes situações e tempos. É o processo
de sociabilização que a todos pretende humanizar, livrando da
barbárie e egocentrismo.
Na adolescência, ensaiamos o movimento de saída para a rua, para a cidade e para o mundo. Deixar o útero familiar e se apresentar com identidade própria. O que aconteceu até agora, a herança familiar, será testada. Há uma idealização sobre a vida e uma consciência aguçada que percebe contradições à volta. Os pais são percebidos como entraves à liberdade e uns chatos censores. Isto pode ser verdade mais para uns do que para outros. Há pais maduros e filhos idem, mas umas estocadas recíprocas é regra geral. É o aprendizado de cada um das novas posições e possibilidades que se abrem e fecham, de novos direitos e responsabilidades que aparecem. Se a vida familiar transcorreu com razoável atenção, ternura, e afeto físico, a travessia tem ares de aventura. Os pais deram suporte afetivo e possibilitaram boa auto-estima e confiança.
Perigos para
"Encucados" e carentes
O
desejo de ser aceito e reconhecido num grupo de iguais pode ser uma armadilha
psicológica com sérias conseqüências. Não queremos
ser estranhos, mas próximos dos outros, falando a mesma língua.
E então buscamos apoio e auto-confirmações. Os grupos e
as turmas adolescentes desenvolvem mecanismos de entrada e exclusão.
Têm suas censuras e códigos de honra e exigem lealdade. Muitos
são criativos e saudáveis. Outros podem desenvolver crueldades
e patologias. São comuns perversões sexuais quando os líderes
e os mais fortes impõem a menores humilhações de submissão
sexual. Ameaças mantêm o controle sobre os psicologicamente mais
vulneráveis. Falsos conceitos de honra e lealdade são utilizados
para a exploração, como nas máfia. Especialmente os grupos
de meninos correm esse risco. O consumo de drogas geralmente surge por influência
do grupo, bem como as práticas homossexuais e os atos de vandalismo.
São normas distorcidas de afirmação grupal e contestação
do sistema familiar e social. Se não ocorrer uma conscientização
a tempo, muitos jovens ficarão comprometidos no seu desenvolvimento psicológico.
Querendo sair da família, se prendem a tiranos, perdendo muito da individualidade
e liberdade. E até mesmo a vida.
UMA SEXUALIDADE MADURA E SEGURA
Todas
as espécies animais seguem um plano biológico inscrito na natureza
e realizam o propósito da criação tal como Deus a estabeleceu.
As glândulas sexuais ativadas impulsionam o processo de aproximação-evitação
em épocas bem precisas. Não acontecem perversões nem nada
fora da hora própria.
No ser humano a complexidade e significados dos comportamentos oferecem outras
possibilidades. Além de seres biológicos, somos também
seres culturais e espirituais. Daí que não é somente uma
questão de dar vazão ao instinto sexual e atuar. É preciso
aprender o conveniente psicologicamente, segundo o estágio de maturação
alcançado.
E para um desfrute sexual pleno, que resulta em prazer, alegria e sentimentos
positivos de solidariedade e amor, existem algumas condições prévias.
Ignorá-las pode comprometer seriamente a própria capacidade de
viver plenamente. Por exemplo:
· Conhecimento sobre o corpo, a sexualidade e afetos. Muitos desconhecem
o próprio corpo e sustentam mitos e fantasias absurdas sobre o outro
sexo. É preciso confrontar a ignorância e os medos. Esclarecer
as dúvidas através de boa literatura e conversas com pais e irmãos
mais velhos.
· Conhecimento ampliado sobre o parceiro. Através da convivência,
relacionamento com parentes um do outro e círculo de amizades. Evita-se
assim fantasias e falsas projeções um do outro. É preciso
conhecer bem o parceiro de antemão e isso exige tempo, não dá
para ser feito em poucos encontros.
· Crescer e multiplicar, recomenda o gênesis. Implica num processo
de crescimento físico, emocional e capacitação de auto-sustentação.
“Por isso deixa o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher”.
Isto é, sair primeiro da casa da infância e da adolescência
em condições de assumir a vida adulta plenamente
· E ainda, comungar de uma mesma visão de mundo. Para o cristão
significa desejar ter como marido e mulher, alguém com a mesma fé,
o mesmo Deus.
Para uma sexualidade madura e segura não se pode permitir a manipulação
emocional ou física, e o desrespeito a si próprio. É preciso
saber esperar o tempo que se pode assumir todas as implicações
da vida sexual sem clandestinidade, culpa, vergonha e sim com amor que olha
de frente e que se prepara para compartilhar com todo o ser desta maravilha
inventada por Deus: o sexo
Muitos leitores jovens já terão experimentado relação
sexual e até abortado. Não há lugar para acusações.
Revise o passado e olhe para o futuro sob a graça de Deus. Sinceramente
decida-se por viver de modo digno, disciplinado, produtivo, santificado, desencucado.
Homossexualidade
NOVIDADES NO FRONT
Tudo
que concerne à sexualidade desperta natural curiosidade nas pessoas.
Há como que uma onipresença do sexual em todos os lugares e âmbitos
da vida. Trata-se da maior motivação para a literatura, telenovelas,
arte, sermões religiosos e indagação dos psicólogos.
Abordar questões sobre a vida sexual mobiliza emoções,
fantasias, pensamentos. E o entendimento acerca do sexual se insere numa variada
rede de significados religiosos, psicológicos e códigos simbólicos.
O que pode ser aceito numa cultura ou época pode ser rejeitado em outra.
Daí a necessidade de respeito a situações divergentes e
um debate contínuo para esclarecimento, considerando científica
e biblicamente os fatos.
Os homossexuais foram muito atacados e responsabilizados em tempos recentes
pela difusão da AIDS. De fato, eram o grupo em maior risco e milhares
morreram. Isto provocou uma conscientização coletiva dos chamados
gays e conseguiram reduzir em grande medida a incidência do problema entre
eles. Hoje os dependentes de drogas são os mais expostos à contaminação.
O aparecimento da AIDS produziu um fenômeno novo. Muitas pessoas de condição
homossexual passaram a buscar ajuda espiritual e psicoterápica. Alguns
claramente repudiam tentativas de adaptá-los ao estilo gay. O fato é
que se muitos se consideram bem com sua homossexualidade outros tantos se sentem
mal e tem buscado meios de rever sua história. E isto precisa ser divulgado
para quebrar um tabu imposto à opinião pública de que não
há mudança de orientação sexual.
Este artigo é um incentivo àqueles que por suas razões
íntimas ou convicção de fé ou por desejo aspiram
procurar ajuda em seu desenvolvimento psicológico e sexual. Devem saber
que muitos outros, desde a antigüidade, desenvolveram novas atitudes e
comportamentos. O apóstolo Paulo faz registro em suas cartas sobre pessoas
de contextos pagãos que valorizavam a homossexualidade que, em função
de novos valores espirituais aprenderam o celibato e a castidade.
Não é o nosso tempo o tempo em que muitos defendem o direito de
assumir a sua preferência sexual? Que impossibilidade fixaria alguém
numa condição na qual espera livramento? Só o autoritarismo
preconceituoso, ainda que se apresente como liberal, tentará negar esta
possibilidade teórica e filosófica e realidade na vida de muitos:
homossexuais que queiram, podem mudar.
Que base científica existiria para impedir a retificação
de um caminho de vida por alguém decidido a isto? Por que aprisionar
alguém a uma espécie de Karma, a um fatalismo implacável?
Muitos trocam de religiões, outros fazem operação para
mudança de sexo, outros heterossexuais promíscuos a partir de
uma experiência religiosa se disciplinam para uma vida equilibrada.
Muitos homossexuais dão testemunhos de suas mudanças. Todos, hetero
ou homossexuais dependentes de uma compulsão sexual podem encontrar ajuda.
Alguns ordenarão o desejo para um casamento; outros celibatários,
mas livres. Desejos de retorno ao passado surgirão, mas como testemunha
alguém, é um projeto possível:
“Obrigado por ter me dado lápis e borracha.
Pude apagar parte da história, escrevê-la novamente, apagar, reescrever,
apagar, escrever...
Descubro, agora, atônito, que não sou apenas personagem da minha
história, mas também, autor, juntamente com o Pai.
Continuo nessa aventura fascinante, redescobrindo dia a dia o milagre da vida”.
Um advogado, 28 anos.
Ageu H. Lisboa
O
ex-travesti Mauro Marchiori conta como viveu o homossexualismo e como ficou
verdadeiramente livre.
Livre da prostituição, do alcoolismo, do “buraco negro”.
Ali
estava eu, travestido e embriagado, nessa vida que já se arrastava por
longos sete anos. Enquanto esperava carona de algum cliente que me deixasse
em casa em troca de alguns minutos de prazer, um cara me falava: “Minha
vida era como a sua, até que eu permiti que Jesus participasse dela;
Ele me transformou e quer fazer o mesmo com você, basta querer”.
Era muito fácil falar, pensei, o difícil era viver tudo aquilo.
Será que ele foi também um pederasta? Não, mas segundo
ele sua vida fora sem referencial, sem significado, assim como a minha estava
naquela madrugada. De fato, eu iria para casa, mas no dia seguinte tudo se repetiria,
e por mais que tentasse novas motivações para sair da monotonia,
nem dinheiro, nem sexo, nem drogas, nem as viagens poderiam preencher meu vazio
interior, minha insatisfação.
Desde adolescente me achava dono do meu nariz. Vivia para satisfazer meus impulsos.
Sentia-me livre, deixando fluir todos os intentos que meu coração
sugeria. Em nome da independência homossexual joguei tudo pela janela:
família, estudos, vida social. Passei a ser escravo do temporal fascínio
do prazer, prazer que consome a vida dia a dia. Quem me via, via alguém
super-realizado. Mas na verdade, eu caminhava em busca de realizações
e usava máscaras para tornar as coisas aparentemente felizes. Afinal,
gay é sinônimo de alegria! Mas era um preço muito alto para
ser amado, para ser aceito. Por outro lado, eu representava o que as pessoas
querem ser bem no íntimo: levava uma vida libertina, não dava
satisfações a ninguém, uma vida de luxúria, satisfazendo
todos os desejos da minha carne. Isso é que é viver!!!
Como poderia dar um novo rumo a minha vida àquela altura? Já havia
tentado antes, mas sem resultados. definitivamente, para mim não tinha
mais jeito. O que eu faria com esta minha tendência sexual? Afinal, eu
“nasci assim”, e pau que nasce torto, morre torto. Ser gay era um
fato consumado na minha vida, e assim num tom de ironia eu mudei o rumo da conversa
com aquele cara, que insistia numa segunda chance para mim com Jesus. Ele deixou-me
uma mensagem bíblica e foi embora. Dopado como estava, joguei aquele
folheto no meio dos lenços de papel e camisinhas dentro da minha bolsa
e continuei a curtir o pouco que faltava daquela noite.
Simplesmente um Homem
Ao despertar,
na tarde seguinte, ainda me refazendo da agitada noitada que tivera, procurei
dinheiro para comprar comida entre meus pertences, e deparei com a mensagem
que aquele “fanático” havia me dado: ..”Conhecereis
a verdade e a verdade vos libertará. Eu afirmo a vocês que quem
peca é escravo do pecado, mas se o Filho vos libertar, vocês serão
de fato livres.” Ali estava Deus me dizendo pausadamente e com todas as
sílabas que Jesus era a salvação para todos os “por
quês” para os quais eu não tinha respostas. Bastaria que
eu ouvisse a Sua voz e contasse com Sua ajuda para que estivesse “livre”
de tentar dar significado para minha vida com minhas próprias forças,
sempre sem êxito. Decidi contar com Ele. Jesus é um Deus pessoal
que interveio e participou da minha vida a partir daquele dia. Ainda que incluísse
renúncia, sentia-me verdadeiramente “resolvido” e feliz dentro
da vontade dEle.
Ao caminhar com Jesus, percebi que o homossexualismo, que era o grande buraco
negro da minha vida, não era assim insolúvel como imaginava. Pude
rever meus valores e conceitos sexuais, que estavam fora do alvo que Deus queria
que eu atingisse e me redescobri, simplesmente como homem. Não como um
super astro sexual, mas um homem com atitudes naturais que lhe cabem espontaneamente.
Além do homossexualismo, haviam outras coisas que não estavam
em sintonia com Deus na minha vida, e que gradativamente precisavam ser moldadas.
Minha vida mudou muito, pois enquanto travesti, a vida social era limitada a
um pequeno círculo. Mudanças bruscas ocorreram no meu falar, no
meu agir, no meu comportamento como um todo.
Hoje não preciso mais de máscaras para aparentar nada que eu não
seja realmente. As mudanças interiores têm sido maiores e de maior
impacto para os que me cercam. Por vezes me surpreendo comigo mesmo, lembro-me
do que eu era e vejo o que eu sou em minha nova amizade com Jesus e aprendo
com Ele no cotidiano.
Verdadeiramente, agora me sinto uma nova criatura. As coisas que tanto me incomodavam
antes, passaram e tudo se fez de novo.
A AIDS. Menor que o amor de DEUS
Já
faz três anos que renasci em Cristo. Tive algumas quedas, mas encontrei
sua mão forte estendida para me ajudar e levantar de novo em cada uma
delas, pois com Ele, há sempre a segunda chance. Há dois anos,
por complicações oftalmológicas, descobri que era portador
do vírus HIV. Não foi nada fácil perceber que a minha jovem
vida estava escoando por entre os dedos e eu nada poderia fazer para impedir.
A AIDS era maior que eu, mas o amor de Deus por mim era maior que a AIDS, pois
Ele prometeu estar comigo dando-me forças para enfrentar, seja o que
for que estiver pela frente. Em momentos de desespero, posso sentir o cuidado
de Jesus me carregando em seu colo, me embalando no Seu amor. Encontrei motivação
nEle, não me acomodando às circunstâncias que me rodeiam,
mas seguindo em frente de queixo erguido, vivendo cada dia que Ele me proporciona,
com dignidade. Hoje sou atendente de enfermagem e atuo no ABC paulista. Decidi
estudar quando as chances não estavam ao meu favor, mas vivendo um dia
de cada vez, cheguei até aqui. Procuro não me sentir inquieto
com o amanhã, pois o amanhã já passou por Jesus antes de
mim.
Às vezes , em reuniões com irmãos, percebo a marcante busca
de cura. Falam em “sinais e maravilhas”. Será que não
percebem que o grande milagre já aconteceu? O fato de estar relatando
para vocês o que Jesus fez com o trapo que era a minha vida; é
um milagre! Falo sem o mínimo de culpa pelo que passou, sentindo-me plenamente
perdoado. Esse é o grande milagre. A transformação da vida.
Viver o dia de hoje com o coração grato é o grande sinal.
Hoje procuro trazer a memória o que pode me dar esperança. E o
principal é que Deus mudou a minha vida e continua cuidando de mim com
carinho e proteção. Não permito que minha mente seja um
baú de más recordações, pois Ele tem me dado novas
esperanças a cada dia.
José
Ramos de Souza Neto, o Neto, 22, há dois anos portador do HIV, tem uma
história vitoriosa apesar disso. Homossexual desde a adolescência,
Neto driblava entre um lar evangélico, a igreja da qual foi presidente
de uma sociedade interna, e a sua tendência sexual. Depois acabou por
abandonar a família e a igreja, e assumiu a vida que pensava ser a mais
certa para si: experiências homossexuais, uso de drogas e álcool,
etc.. “Naquele tempo, chegava a ouvir sobre AIDS e não dava importância,
achava que era uma coisa muito distante de mim”, confessa Neto. Mas a
agitação e promiscuidade da vida noturna em São Paulo acabaram
provando que ele estava errado.
Depois de diversos casos homossexuais, uma vida de solidão, sem o apoio
da família e amigos, Neto decidiu parar: “Mesmo gostando do modo
de vida que eu levava, era uma pessoa cheia de conflitos. No fundo sabia que
não agradava a Deus nem a mim mesmo. Um homossexual tem muito medo, sente
o temor da vida e sabe que na realidade não age correto. Eu tinha consciência
dos padrões de Deus”. Procurou um centro de recuperação
para viciados e ali lhe apresentaram a pessoa de Jesus.
“Então experimentei libertação, onde Jesus passou
a ser o Senhor da minha vida. Parei com as drogas e com as práticas homossexuais.
Não foi fácil, nem da noite para o dia. Mas foi possível.
Comecei uma vida nova”, relata Neto. Dois anos depois, aos 18 anos, quando
Neto pensava em se casar, constituir família, descobriu ser portador
do vírus da AIDS. “Aquilo me abalou muito... foi um momento de
tristeza, difícil, quando então eu aprendi a confiar mais em Deus”.
Conviver com a AIDS o fez envolver-se mais com Jesus vivendo somente na dependência
dEle e isso tem gerado já “quatro anos de vida bem vivida”.
“Sinto-me como se tivesse uma bomba dentro de mim. Sei que a ciência
nada pode fazer, que minha família e amigos por mais que me apoiem não
podem deter o que está em mim. Mas Deus tem colocado sua mão sobre
mim não tem permitido que nada me aconteça”. E mais: Neto
sabe que se vier a acontecer estará na dependência de Deus e na
certeza de que Ele estará cuidando de cada detalhe de sua vida.
O AGAPE é um Núcleo de Apoio à Reintegração
Social, que resgata pessoas marginalizadas ao convívio social. Trata-se
de uma missão específica no trabalho com homossexuais, prostitutas,
travestis e portadores do HIV, através de reeducação de
valores espirituais acompanhados de assistência social e preventiva com
relação a AIDS.
Segundo a diretora, Francisca Gomes de Lira, o AGAPE analisa as necessidades
das pessoas marginalizadas e pensam no que Deus faria para alcançá-las.
Daí, os “missionários” se envolvem com elas diretamente
nas ruas, e obterem bons resultados nesse projeto, reintegrando muitas pessoas
à sociedade. O próximo passo do Núcleo é a estruturação
de uma casa de apoio a doentes de AIDS. No mundo da prostituição
hetero e homossexual, e viciados em drogas, a presença da AIDS é
comum e assustadoramente crescente. E esse é o mundo de atuação
do AGAPE. Atualmente, o núcleo de apoio dá assistência a
doentes com AIDS e seus familiares, mas ainda não possui uma sede específica
para essa assistência. E como todas as instituições que
se dispõem a este trabalho social vive de contribuições
de voluntários, sem benefícios e subsídios do governo.
A sede do
AGAPE fica em Santo André.
Maiores informações:
Cx. Postal
49- CEP 09001-970
Santo André- SP.